Release

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DRAMA-FLOR, o primeiro registro autoral de Daniel Debiagi, traz um apanhado de sentimentos em forma de canções. Seus “dramas com cheiro de flor” viraram música para florescer nos mais ecléticos ouvidos.

Produzido por Marisa Rotenberg e coproduzido por Gelson Oliveira, o disco com seis faixas registra a versatilidade do cantor e compositor no atual cenário da Música Popular Brasileira.

O cuidado com as palavras e as diversas influências musicais são marcantes no trabalho do cantautor gaúcho, que apresenta um EP com a sutileza sonora da música brasileira e sua pluralidade. Flertando com diferentes estilos e ritmos, as canções passeiam pelo chamamé, samba ou blues em arranjos fluidos nas cordas dos violões,  ora com sitar indiano, ora com harmônica cromática,  e até mesmo um tango ao acordeon.

Daniel Debiagi canta sobre o que sente, o que queria sentir, e sobre as palavras que também precisa ouvir. Um time seleto de músicos participa do miniálbum, dentre eles, Angelo Primon, Fernando Sessé, Paulinho Supekovia, Ale Ravanello, Samuca do Acordeon, Andréa Cavalheiro, César Moraes e Marisa Rotenberg.

O Extended Play (EP) tem distribuição gratuita por download no site do artista: http://www.danieldebiagi.com.

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Resenha

Certa vez, atribuíram a Arthur Rimbaud uma definição que afirmava ser a poesia uma combinação rara de palavras. Uma definição bastante sugestiva e da qual me lembrei logo que li o título do EP Drama-Flor, do cantor e compositor Daniel Debiagi. O neologismo que tem status de verbete na proposta artística de Daniel estabelece que a combinação hifenizada de “drama” com “flor” significa um “drama com ação exagerada por algo ou alguém que se tem apreço” ou mesmo um “dramalhão invocando afeto”.

Essa combinação rara de palavras, no entanto, não é apenas uma nomenclatura para a faixa-título e para o conjunto de seis canções do repertório do EP, mas uma forma peculiar do cantautor se apropriar da tradição do “drama-canção”, tão forte em tendências como o samba, o tango e o blues, que aparecem com destaque entre as músicas de Daniel. Mas, ao mesmo tempo, o artista também se apropria dos seus dramas subjetivos, transformando-os em flores dramáticas multicoloridas e melodicamente inspiradoras, como se esse complexo jardim autoral fosse não só um recurso artístico e de expressão, mas um “outro de si mesmo” que percorre diferentes caminhos afetivos.

Entre composições próprias e parcerias com Maikel Rosa e Isabel Janostiac, Daniel consegue mostrar sua versatilidade como intérprete e dar novo fôlego à relação entre sentimentos e canção, banalizada por muitos, mas especialmente criativa e cheia de nuances com seu Drama-Flor. Escutar Daniel Debiagi é percorrer enfim sentimentos e pensamentos muitas vezes confinados em nossos corações, mas que com sua pena e com sua voz vêm ao mundo através de uma expressão artística marcada também por uma, atualmente, rara combinação de palavras: verdade, beleza e emoção.

Icaro Bittencourt. Prof. Mestre em História, pesquisador da 
música brasileira e idealizador do site Música Esparsa.

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Sobre Daniel Debiagi

“um caçador de ouvidos
só cumpre destino se cativar
tímpanos, bigornas, brincos, labirintos e coração”

Natural de Cachoeira do Sul (RS), Daniel pisou no palco pela primeira vez aos 11 anos de idade. Quando criança já ouvia discos da época áurea dos festivais no Rio Grande do Sul – ao seu peculiar repertório de canções regionais, somaram-se as canções latino-americanas e, claro, a Música Popular Brasileira. Entre sambas, bossas, tangos e boleros, Daniel aos 15 anos foi para a capital aprimorar-se e fazer aulas de canto lírico.

Em Cachoeira do Sul e arredores, ainda adolescente, conquistou diversos prêmios em festivais estudantis como intérprete vocal. Em 1998, recebeu o prêmio de Destaque Musical do Ano concedido pelo Jornal do Povo em sua cidade natal.

Em 2000, Daniel mudou-se para Porto Alegre para cursar a faculdade de Arquitetura e Urbanismo na UFRGS. Foi neste período que deu voz ao compositor, transformando em música o que queria dizer,sentir, chorar.

Em 2008, apresentou seu show autoral Poetas Para Quê? no histórico Teatro de Arena e no Auditório Álvaro Moreyra em Porto Alegre. Ano seguinte, fez a estreia do show ContraTempo no Teatro do Cultural.

No ano de 2013, foi para estúdio gravar seu primeiro EP, e , como bom admirador das palavras, inventou e batizou-o com o neologismo DRAMA-FLOR, nome da canção título. Em março de 2014 o músico fez o lançamento do disco com dois shows no Meme Santo de Casa Estação Cultural, em abril de 2015 levou o espetáculo para o Teatro Renascença e em agosto para o Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa em Porto Alegre.

Ainda em 2015, Daniel foi vencedor do 8º Festival da Canção Francesa/RS, promovido pela Aliança Francesa no Brasil, e representou o Rio Grande do Sul na etapa nacional no Rio de Janeiro, onde foi vice-campeão e como prêmio ganhou uma semana na França. Em abril de 2016, fez o lançamento do show “Só na multidão: Daniel Debiagi canta Maysa” no Centro Cultural Lusofolie´s em Paris. Seu show em tributo aos 80 anos de Maysa já foi apresentado em palcos como o do Teatro CHC Santa Casa, Casa de Cultura Mário Quintana e segue com agenda pelo Brasil.

Seu próximo disco autoral está em fase de produção, com previsão de lançamento em 2017.

 

drama-flor , s. m.  1 Espécie de drama com ação exagerada por algo ou alguém que se tem apreço. 2 Dramalhão invocando afeto.  3 Exagerar a gravidade de algo fácil de resolver. 4 Chantagem emocional  praticada por carência afetiva. (fig) Tempestade em copo d’água (por amor).

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